sexta-feira, 19 de junho de 2026

 Amor em Silêncio


Cruzaram-se num acaso torto do destino,

entre palavras mal ditas, desencontros e tempestades.

Ela trazia nos olhos a razão dos caminhos seguros,

ele carregava no peito o fogo das improbabilidades.


Nada parecia escrito para os unir.

Os dias passavam em passos hesitantes,

como duas estrelas distantes que brilham na mesma noite,

mas ignoram ainda a força dos seus instantes.


Houve dúvidas, silêncios e receios,

pontes construídas sobre rios de incerteza.

Mas o tempo, paciente escultor dos sentimentos,

foi revelando a beleza escondida na estranheza.


Ela admirou nele a coragem de sonhar sem limites,

a forma como transformava o impossível em horizonte.

Ele descobriu nela a sabedoria dos alicerces,

a luz tranquila que orienta sem nunca se impor.


E assim, sem que o mundo percebesse,

nasceu um amor improvável e verdadeiro.

Um amor feito de conversas tardias,

de cumplicidades guardadas num segredo inteiro.


Porque há amores que não podem ser anunciados,

que vivem entre sombras e promessas sussurradas.

Amores proibidos que florescem discretamente,

como rosas que escolhem a noite para serem admiradas.


Eles sonham juntos, cada um à sua maneira.

Ela desenha mapas, calcula rotas e constrói pontes.

Ele pinta céus onde ainda não existem caminhos,

e vê nascer universos para lá dos montes.


Quando ela vacila perante o risco,

ele oferece asas ao seu pensamento.

Quando ele se perde na emoção das marés,

ela devolve-lhe a calma e o discernimento.


E é nesse equilíbrio raro que se encontram,

entre a prudência e a paixão,

como duas metades diferentes de uma mesma esperança,

batendo em segredo dentro do mesmo coração.


Talvez o mundo nunca conheça a história deles.

Talvez os seus nomes permaneçam ocultos no tempo.

Mas há amores que não precisam de testemunhas,

porque encontram eternidade no simples sentimento.


E enquanto houver sonhos por concretizar,

ideias por criar e caminhos por desbravar,

eles seguirão lado a lado, em silêncio,

guardando no peito aquilo que não podem revelar.


Pois o amor mais forte nem sempre é o mais visível;

às vezes é aquele que vive escondido da multidão,

crescendo todos os dias, sereno e invencível,

na liberdade secreta de dois corações em união.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Peixes com 105mm



Peixes com a Sigma 105 macro, dos Açores para todos os meus amigos.


Cumps a todos

Delicadeza

A beleza deste ser espelhada na sua fragilidade

Saudades deste Azul, Açores 2010





Como há muito que não mergulho, aqui vão umas fotos do arquivo, com vontade de regressar em breve ao mergulho de que tantas saudades tenho. Cumpr

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Fotodigisub 2010 - Terceira - As minhas desta etapa







Adicionar imagem









Aqui ficam as imagens apresentadas para votação ao juri. Este portfólio valeu-me o 4º posto, finalmente quebrei o feitiço do último lugar. Esta etapa valeu pelas boas recordações da mesma de destacar a camaradagem e o bom ambiente que nela se viveram.
Cumprimentos a todos os envolvidos na organização e participação na mesma.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Miniaturas de Sesimbra.






















Num mergulho de boa memória como há muito não tinha, mais de uma hora de pura paz e tranquilidade. Já tinha saudades de um mergulho assim. As melhoras ao Carlos Cruz da Best Dive.




















terça-feira, 20 de abril de 2010

imagens a seco

As férias foram para andar a fotografar fora de água. Aqui vão as fotos.

Espero que gostem.